sábado, 23 de junho de 2012

glass


tenho pensamentos de vidro a partirem-se dentro da minha cabeça (preciso de uma onomatopeia para isto). copos de vinho que se quebram depois de vazios. bebes o vinho e o material estala. tu, sim. apressa-te a vir encher de novo o copo, antes que o vidro sofra a ausência da tua boca. o vidro não chora, mas corta. tenho medo de apanhar os cacos e ferir um dedo. está tudo espalhado. vem ajudar-me a varrer os vidros.
traz vinho, não tragas mais copos.

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